4 tratamentos estranhos que já foram usados no passado

4 tratamentos estranhos que já foram usados no passado

1 – A hemiglossectomia

O termo hemiglossectomia se refere à remoção de partes da língua — e hoje em dia o procedimento é utilizado para a retirada de tumores e cânceres orais. No entanto, no passado, esse tipo de cirurgia era recomendado para o tratamento da gagueira.

Isso mesmo, caro leitor! Quem tivesse dificuldades com a fala ou fosse gago entre os séculos 18 e 19 corria o risco de ter partes da língua extirpada para corrigir o problema. O pior é que — além de provavelmente serem curadas por se tornarem mudas! — muitas pessoas acabavam morrendo em decorrência de complicações causadas pelo procedimento.

2 – Terapia do Pão Mofado

Embora hoje em dia a gente não pense duas vezes antes de jogar um pão mofado fora, no passado eles eram guardados para serem usados como remédio. Mais precisamente, existem registros de que, há mais de dois mil anos, no antigo Egito, Grécia, Sérvia e China o pão com mofo era pressionado contra ferimentos para evitar e sanar infecções bacterianas.

Segundo as crenças da época, o pão mofado teria influência sobre o espírito maligno responsável por provocar a doença. No entanto, apesar de os médicos do passado provavelmente não terem consciência disso, o uso desse remedinho é considerado como um dos mais antigos e rudimentares tratamentos com antibióticos já desenvolvidos na História, onde os organismos se proliferando no alimento ajudavam a combater diferentes infecções.

3 – Terapia do coma insulínico

Também conhecido como terapia de choque com insulina, o tratamento era um perigoso método empregado em pacientes diagnosticados com esquizofrenia. Ele foi desenvolvido por um médico austríaco chamado Manfred Sakel na década de 30, e consistia em induzir doentes psicóticos ao coma por meio da aplicação de grandes doses de insulina.

A terapia ganhou bastante popularidade nas décadas seguintes, já que, segundo seus defensores, quando os pacientes perdiam a consciência ou entravam em coma, os pensamentos psicóticos começavam a se dissipar, tornando os doentes mais tranquilos e menos violentos. No entanto, o tratamento tinha um índice de mortalidade entre 1% e 10%, e — por sorte! — caiu em desuso nos anos 60, com o desenvolvimento de medicamentos antipisicóticos.

4 – Terapia eletroconvulsiva

Usada no tratamento de uma variedade de problemas mentais, em especial a depressão profunda, a terapia eletroconvulsiva surgiu mais ou menos na mesma época em que a terapia do coma insulínico, descrita no item acima. Basicamente, ela consistia posicionar dois eletrodos nas têmporas e passar uma corrente alternada através do cérebro que, por sua vez, levava à perda imediata de consciência e à indução de uma convulsão.

De modo geral, os pacientes eram submetidos à terapia eletroconvulsiva três vezes por semana durante períodos que podiam se estender de duas a seis semanas. No entanto, existem registros de casos mais severos em que os doentes recebiam o tratamento de duas a três vezes em um mesmo dia.
Esse método começou a cair em desuso nos anos 60, com o advento de novos medicamentos e abordagens. No entanto, embora seja controversa, ela foi modernizada e ainda é considerada eficaz no tratamento da depressão profunda e segue sendo recomendada — especialmente nos casos em que os pacientes não respondem ao uso de medicamentos ou outras intervenções.

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